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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Slow


Não caminho, nem vejo a vida passar da janela; apenas corro, corro demais - como na música - e parece que ainda estou sempre atrás, prestes a tocar... o quê, não sei ao certo, só sei que não estou sozinha nesta perspectiva em relação à velocidade do mundo em que vivemos, é tudo tão veloz que atropelamos os momentos e nem temos tempo de apreciá-los e dar-lhes o seu devido valor. Afinal, cada minuto é precioso e muitas urgências concorrem para usá-lo.

Um grande medo então surge. Onde foram parar as coisas importantes, fundamentais, no fundo da gaveta? Pois por agora temos uma lista interminável de urgências? Quais as verdadeiras prioridades? O que realmente importa em meio a esse caos de tarefas, eventos, necessidades, perspectivas que o nosso estilo de vida impõe?

Desejar ter tempo para nada fazer é imperdoável, é dinheiro e trabalho útil perdido. Então, em um raro momento de descanso, surge um grande vazio, uma culpa. Nada melhor que o consumo para preencher o que não está completo. Mas algo ainda falta.

Logo vem a constatação: o nosso estilo de vida, a sociedade do consumo, do capital, dos negócios não nos trouxe felicidade.

Em várias partes do mundo, pessoas repensam a sua vida. Escrevem livros. Na Itália, surge o slow food, em reação à era do fast food, um movimento de apreciação do paladar. No Japão, surge a primeira cidade slow do mundo, Kakegawa. E surge o Slow Life, uma reação à correria e uma contemplação à qualidade de vida, a busca por um estilo de vida consciente, sustentável.

Mas ainda olho para o relógio apressado.

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