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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Complexo de Becky Bloom

Nossa querida e divertida Rebecca Bloomwood está de volta, desta vez nos cinemas, na estréia desta sexta-feira do filme inspirado no primeiro livro da série de Sophie Kinsella, "Confessions of a Sophacolic", aqui conhecido como o "Os delírios de consumo de Becky Bloom".
A garota consumista londrina, formada em jornalismo e... completamente descontrolada com as suas finanças protagoniza episódios hilários nos cinco livros da série. Espero ansiosamente que sejam retratados com igual vigor nas telonas. Algumas mudanças já são visíveis comparando-se o filme e o livro: Já no primeiro filme, Becky mora em Nova York, o que só acontece no segundo livro, "Delírios de Consumo na Quinta Avenida". Mas essa mudança pode até tornar o filme mais interessante, já que Becky estará na capital do consumo. Outra alteração nem tanto agradável é que a personagem, apesar de vestir roupas e acessórios de grife, aparece um tanto caricata nas cenas do trailer. Sempre tive a imagem de Becky como uma garota altamente sofisticada. Isso pode aumentar o humor do filme, sim, mas também corre-se o infeliz risco de torná-lo bizarro. E nossa Becky não é assim!!!
Que mulher nunca se identificou com Becky ao ler as páginas desse livro??? Não, não estou dizendo que somos todas nós consumistas desvairadas! Mas pelo menos uma das situações vivenciadas pela jornalista já aconteceu conosco em algum momento de nossas vidas. Seja fazer uma compra por impulso e se arrepender depois, seja comprar um vestido caro e usá-lo apenas uma vez. Ou então comprar uma peça da moda e logo abandoná-la ou nem usá-la. Parecer uma maluca em uma liquidação da sua loja favorita? Ou quem sabe fazer compras para aliviar estresse ou um dia de depressão? Passar do limite do cartão de crédito, ficar no vermelho no banco, atrasar uma conta, ou abrir mão de alguma coisa pelo prazer de comprar??? Até a garota engajada, ecologicamente correta e nada consumista já foi uma adolescente gastadeira. Ainda há aquelas que namoram vitrines, sem coragem de comprá-las, mas com vontade de devorá-las. E outras que comprometem sua renda em algo de significância questionável. Ou então gastam seu primeiro salário de estagiária numa bolsa de plástico Victor Hugo. Podem até não ligar para marcas, mas gastam rios de dinheiro em lojas de departamentos. O ponto fraco também varia: Roupas, sapatos, maquiagem, perfumes, bolsas, coisas para casa, presentes, livros. O catálogo do consumismo é bem variado. Não conheço uma mulher sequer, nem a mais mão-fechada, que não tenha feito uma comprinha completamente desnecessária uma vez na vida. Afinal, o que é necessitar??
Nem em tempos do consumo consciente - que vem crescendo e é louvável - conseguimos nos livrar totalmente da "necessidade de comprar uma blusa nova para aquela festa", a não ser que sejamos eremitas e abandonemos o convívio social.
É por isso que o livro de Sophie Kinsella soa tão familiar e atrativo. Mas melhor ficar só nas leituras e nos filmes, onde essa situação é engraçada, pois o assunto é uma dor de cabeça para nossas Beckies da vida real.

Um comentário:

  1. naum posso comprar os livros por falta de didim :( mas pego com as amigah e leio e adoro :)

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