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sábado, 4 de abril de 2009

Comer, Rezar, Amar

Em seu livro de enorme popularidade, Liz Gilbert relata sua experiência pessoal em uma espécie de diário de viagens inusitado, utilizando como cenários Itália, Índia e Indonésia. Mas a principal viagem que a personagem-autora faz é para dentro de si, uma busca por si mesma, por um equilíbrio que esta jornalista parece ter perdido desde a infância, quando notou pela primeira vez a efemeridade da vida e entrou em crise existencial aos 9 anos de idade.
Em uma busca incessante por viver a vida intensamente, Liz acabou se perdendo. E nessa viagem de auto-conhecimento produziu um imenso bem não só para si, mas para milhares de leitoras que devoram as páginas deste livro extremamente agradável e com questionamentos comuns a todo ser humano.
Parênteses para minhas impressões pessoais: A parte da Itália foi uma delícia, literalmente. Não espere uma Itália de Igrejas e artes, mas sim uma terra de comida exageradamente suculenta e quilos a mais. Quando comecei a ler sobre a Índia confesso que engavetei o livro por algumas semanas, de alguma forma não me identifiquei e perdi o interesse. Quando resolvi voltar a ler o livro - esta é a parte mais importante desta breve conversa sobre "Comer, rezar, amar" e que queria dividir com vocês - ele pareceu-me inesperadamente interessante, era justamente o que eu precisava ler naquele momento. Por isso acredito cada vez mais que o quebra-cabeça da vida tem uma solução e tudo acaba num encaixe perfeito.
Escolhi um trecho do livro para ler e pesquisando na net, encontrei outro blog em que uma pessoa diz ter se identificado muito com este capítulo e o escolheu também para escrever. Aliás, a própria Liz escolheu ler este capítulo 49 em uma entrevista. Então, acho que é a opção certa.
"O tempo, quando perseguido como um bandido - se comporta como um bandido; está sempre uma fronteira ou uma sala na sua frente, mudando de nome e de cor de cabelo para enganar você, saindo pela porta dos fundos do hotel no mesmo instante em que você chega ao lobby com seu mais recente mandado de busca, deixando apenas um cigarro aceso no cinzeiro como provocação. Em determinado momento, você precisa parar, porque ele não vai parar. Você precisa reconhecer que não vai pegá-lo. Que a idéia não é pegá-lo. Em determinado momento, como Richard não pára de me repetir, você precisa relaxar, ficar sentado e deixar o contentamento vir até você."

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