Inspirações diárias: moda, cinema, literatura e o que mais der vontade!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Slow


Não caminho, nem vejo a vida passar da janela; apenas corro, corro demais - como na música - e parece que ainda estou sempre atrás, prestes a tocar... o quê, não sei ao certo, só sei que não estou sozinha nesta perspectiva em relação à velocidade do mundo em que vivemos, é tudo tão veloz que atropelamos os momentos e nem temos tempo de apreciá-los e dar-lhes o seu devido valor. Afinal, cada minuto é precioso e muitas urgências concorrem para usá-lo.

Um grande medo então surge. Onde foram parar as coisas importantes, fundamentais, no fundo da gaveta? Pois por agora temos uma lista interminável de urgências? Quais as verdadeiras prioridades? O que realmente importa em meio a esse caos de tarefas, eventos, necessidades, perspectivas que o nosso estilo de vida impõe?

Desejar ter tempo para nada fazer é imperdoável, é dinheiro e trabalho útil perdido. Então, em um raro momento de descanso, surge um grande vazio, uma culpa. Nada melhor que o consumo para preencher o que não está completo. Mas algo ainda falta.

Logo vem a constatação: o nosso estilo de vida, a sociedade do consumo, do capital, dos negócios não nos trouxe felicidade.

Em várias partes do mundo, pessoas repensam a sua vida. Escrevem livros. Na Itália, surge o slow food, em reação à era do fast food, um movimento de apreciação do paladar. No Japão, surge a primeira cidade slow do mundo, Kakegawa. E surge o Slow Life, uma reação à correria e uma contemplação à qualidade de vida, a busca por um estilo de vida consciente, sustentável.

Mas ainda olho para o relógio apressado.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Preste atenção


"No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir..."
Hoje acordei com esta música no pensamento. Acordei feliz. Estou feliz, sem motivos. Ou com todos os motivos. Afinal, quem precisa de justificativa para sentir-se bem?
Como dizer que não há motivos para tal? O que ocorre é que hoje estou mais sensível e posso perceber pequenas alegrias nas coisas pequenas da vida.
Preste atenção! Pois a alegria está também no caminho e não só na chegada.

sábado, 25 de abril de 2009

Pensamentos ensolarados

"Esperança é como o girassol,
que à toa se vira em direção ao Sol.
Mas não é à toa: virar-se para o Sol
é um ato de realização de fé."
Clarice Lispector

sábado, 18 de abril de 2009

Bodas de Papel




Há um ano, hoje era a véspera do nosso casamento. Estávamos ávidos por viver essa vida juntos, pela nossa convivência diária, por ter essa intimidade, por dividir, multiplicar e somar essa conta doida dos relacionamentos humanos.


Confesso que tento compreender quando alguém diz que casar não é bom, que esse tal "mar de rosas" não existe, mas não sou bem-sucedida. A vida não é perfeita, sem problemas e desentendimentos, lógico, mas temos que estar dispostos a procurar a felicidade. E o casamento é isso, ambos buscando a felicidade em um só caminho, e esse caminho por si só já traz uma corrente de alegria como recompensa.


Cada dia é um dia de busca por satisfação, cada dia se torna então um momento de amor, carinho e cumplicidade. Cada pequena alegria, cada gesto, cada risada gostosa, tudo tem seu valor. Guardo as pequenas coisas em frasquinhos de cristal em minha memória, para fortalecer-me nos momentos difíceis.


Estarmos junto é uma vontade imensa e incontrolável de contruirmos uma vida, uma família, um porto feliz. Não compartilhamos de todas as opiniões (quem é assim??? individualidade existe e sempre irá e deverá existir), mas compartilhamos de todas as vontades, desejos, sonhos que aos poucos se convertem em planos e realizações. E quando se materializam... há uma explosão de contentamento!


Mesmo nos dias corriqueiros, sinto-me feliz por cada noite dormida ao seu lado, cada refeição juntos ou filme a que assistimos; cada passeio, festa ou viagem, alegria é ter a sua presença.


E Este ainda é o primeiro ano, 365 dias com carinha de 30, pois é assim que me sinto, como se ainda estivesse no primeiro mês de casada.


É, isso é vivenciar o amor na forma de casamento!!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Viva à criatividade!!!

Flor e gafanhoto feitos com folha de palmeira por um artista de rua em Porto Seguro. O maior espetáculo é vê-los fazer sua arte na hora e em pouquíssimos minutos, utilizando como material apenas uma tesoura e as folhas, que a natureza nos dá. Custo zero, mas garante a noite desses habitantes do local e alegra muito mais a nossa.

domingo, 12 de abril de 2009

Ilha Grande - trilhas inesquecíveis

Trilhas pela mata exuberante e como recompensa as belas águas de Angra do Reis. Isto é Ilha Grande. Para aproveitar melhor, vá fora da grande temporada e de feriados prolongados.

Acima, Lopes Mendes, uma das mais de cem praias da ilha; acesso por trilha a duas horas de Abraão ou de barco até a praia dos Mangues, de onde se caminha por mais meia hora.


Acima, a trilha para Dois Rios. São duas horas de caminhada, mas a trilha é relativamente fácil se comparada à para Lopes Mendes partindo de Abraão e passando por Pouso.

Praia de Dois Rios, uma das mais belas, e que abrigava o antigo Presídio Cândido Mendes.
Só se chega à Ilha Grande de barco, e logo encontramos um universo inusitado na Vila de Abraão. Por lá, não circulam carros. Todos os passeios até as dezenas de praia são feitos por trilha ou barco. A opção de pousadas e campings é muita e, à noite, não faltam bons restaurantes e barzinhos.
Prepare-se para caminhadas que desvendarão cenários inesquecíveis!











sábado, 11 de abril de 2009

Cerveja de chocolate

Aproveitando o tempo pascal, apresento uma novidade no mundo dos chocolates (se é boa ou não é, só experimentando para saber):

A cerveja de chocolate!!!

Trata-se de uma edição limitada lançada pela cervejaria japonesa Sapporo. Contém malte torrado e cacau e possui um sabor de chocolate amargo. US$ 16,00 o kit com três latas.

Girassóis em tela

Presente de casamento dado por minha mãe - um quadro pintado por ela!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Rumo ao altar

Novembro de 2005, Friburgo, Rio de Janeiro. Dia 14, mais de dez da noite, uma segunda-feira, véspera de feriado. Um restaurantezinho romântico, música ambiente, fondue, apenas mais um casal em outra mesa e um garçom nos fazem companhia nessa atmosfera convidativa ao romance.

Então, de repente elas surgem das mãos dele. Inesperadas alianças, não inesperadas por não desejá-las, mas por eu estar realmente surpreendida. Nos acabamos de tanta felicidade. Estamos noivos! Estamos noivos, repetimos até o fim da noite olhando o céu.

Após tantos anos de namoro o casamento não foi uma decisão, foi um caminho natural para onde se converge quando encontramos alguém que é A pessoa certa para compartilhar Tudo. Decisão, sim, é se será oficial, religioso, se haverá festa, mas o casamento é mais que isso. O casamento é a união para construir um futuro em comum, é devoção, é amor, muito amor.

Dois anos, cinco meses e cinco dias após aquela noite em Friburgo, prelúdio desta noite maior - 19 de abril de 2008 - acontece uma cerimônia realmente perfeita. Caminho tranquilamente rumo ao altar. Lá está ele! Ao redor, só rostos queridos. As palavras do padre fluem de forma tão bonita e emocionante que leva os presentes a crerem que o sacerdote já nos conhecia. Parecia que ele não queria terminar a cerimônia, que estava tão a vontade que permaneceria nos casando para sempre, eternizando aquele momento tão sublime. Recordo-me da cerimônia como um sonho, como se estivesse flutuando. Fico surpresa ao descobrir naquela noite que sonhos existem sim, é possível vivê-los e ter sensações que pensei, só existissem nos filmes.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Complexo de Becky Bloom

Nossa querida e divertida Rebecca Bloomwood está de volta, desta vez nos cinemas, na estréia desta sexta-feira do filme inspirado no primeiro livro da série de Sophie Kinsella, "Confessions of a Sophacolic", aqui conhecido como o "Os delírios de consumo de Becky Bloom".
A garota consumista londrina, formada em jornalismo e... completamente descontrolada com as suas finanças protagoniza episódios hilários nos cinco livros da série. Espero ansiosamente que sejam retratados com igual vigor nas telonas. Algumas mudanças já são visíveis comparando-se o filme e o livro: Já no primeiro filme, Becky mora em Nova York, o que só acontece no segundo livro, "Delírios de Consumo na Quinta Avenida". Mas essa mudança pode até tornar o filme mais interessante, já que Becky estará na capital do consumo. Outra alteração nem tanto agradável é que a personagem, apesar de vestir roupas e acessórios de grife, aparece um tanto caricata nas cenas do trailer. Sempre tive a imagem de Becky como uma garota altamente sofisticada. Isso pode aumentar o humor do filme, sim, mas também corre-se o infeliz risco de torná-lo bizarro. E nossa Becky não é assim!!!
Que mulher nunca se identificou com Becky ao ler as páginas desse livro??? Não, não estou dizendo que somos todas nós consumistas desvairadas! Mas pelo menos uma das situações vivenciadas pela jornalista já aconteceu conosco em algum momento de nossas vidas. Seja fazer uma compra por impulso e se arrepender depois, seja comprar um vestido caro e usá-lo apenas uma vez. Ou então comprar uma peça da moda e logo abandoná-la ou nem usá-la. Parecer uma maluca em uma liquidação da sua loja favorita? Ou quem sabe fazer compras para aliviar estresse ou um dia de depressão? Passar do limite do cartão de crédito, ficar no vermelho no banco, atrasar uma conta, ou abrir mão de alguma coisa pelo prazer de comprar??? Até a garota engajada, ecologicamente correta e nada consumista já foi uma adolescente gastadeira. Ainda há aquelas que namoram vitrines, sem coragem de comprá-las, mas com vontade de devorá-las. E outras que comprometem sua renda em algo de significância questionável. Ou então gastam seu primeiro salário de estagiária numa bolsa de plástico Victor Hugo. Podem até não ligar para marcas, mas gastam rios de dinheiro em lojas de departamentos. O ponto fraco também varia: Roupas, sapatos, maquiagem, perfumes, bolsas, coisas para casa, presentes, livros. O catálogo do consumismo é bem variado. Não conheço uma mulher sequer, nem a mais mão-fechada, que não tenha feito uma comprinha completamente desnecessária uma vez na vida. Afinal, o que é necessitar??
Nem em tempos do consumo consciente - que vem crescendo e é louvável - conseguimos nos livrar totalmente da "necessidade de comprar uma blusa nova para aquela festa", a não ser que sejamos eremitas e abandonemos o convívio social.
É por isso que o livro de Sophie Kinsella soa tão familiar e atrativo. Mas melhor ficar só nas leituras e nos filmes, onde essa situação é engraçada, pois o assunto é uma dor de cabeça para nossas Beckies da vida real.

sábado, 4 de abril de 2009

Comer, Rezar, Amar

Em seu livro de enorme popularidade, Liz Gilbert relata sua experiência pessoal em uma espécie de diário de viagens inusitado, utilizando como cenários Itália, Índia e Indonésia. Mas a principal viagem que a personagem-autora faz é para dentro de si, uma busca por si mesma, por um equilíbrio que esta jornalista parece ter perdido desde a infância, quando notou pela primeira vez a efemeridade da vida e entrou em crise existencial aos 9 anos de idade.
Em uma busca incessante por viver a vida intensamente, Liz acabou se perdendo. E nessa viagem de auto-conhecimento produziu um imenso bem não só para si, mas para milhares de leitoras que devoram as páginas deste livro extremamente agradável e com questionamentos comuns a todo ser humano.
Parênteses para minhas impressões pessoais: A parte da Itália foi uma delícia, literalmente. Não espere uma Itália de Igrejas e artes, mas sim uma terra de comida exageradamente suculenta e quilos a mais. Quando comecei a ler sobre a Índia confesso que engavetei o livro por algumas semanas, de alguma forma não me identifiquei e perdi o interesse. Quando resolvi voltar a ler o livro - esta é a parte mais importante desta breve conversa sobre "Comer, rezar, amar" e que queria dividir com vocês - ele pareceu-me inesperadamente interessante, era justamente o que eu precisava ler naquele momento. Por isso acredito cada vez mais que o quebra-cabeça da vida tem uma solução e tudo acaba num encaixe perfeito.
Escolhi um trecho do livro para ler e pesquisando na net, encontrei outro blog em que uma pessoa diz ter se identificado muito com este capítulo e o escolheu também para escrever. Aliás, a própria Liz escolheu ler este capítulo 49 em uma entrevista. Então, acho que é a opção certa.
"O tempo, quando perseguido como um bandido - se comporta como um bandido; está sempre uma fronteira ou uma sala na sua frente, mudando de nome e de cor de cabelo para enganar você, saindo pela porta dos fundos do hotel no mesmo instante em que você chega ao lobby com seu mais recente mandado de busca, deixando apenas um cigarro aceso no cinzeiro como provocação. Em determinado momento, você precisa parar, porque ele não vai parar. Você precisa reconhecer que não vai pegá-lo. Que a idéia não é pegá-lo. Em determinado momento, como Richard não pára de me repetir, você precisa relaxar, ficar sentado e deixar o contentamento vir até você."

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Ser noiva

Em razão de neste mês estar completando um ano de casada, resolvi reviver algumas memórias e vou começar pelo o que é um sonho para muitas, uma realização para outras e para mim era um universo novo e desconhecido até mais ou menos dois anos atrás.
Dois mil e sete, foi quando decidimos nos casar. Sempre tive o sonho de casar, mas não o de ser noiva. Como assim? Exatamente! Até então, não havia me dado conta da magia que é ser "A noiva", " o centro", " a atração" ou outro título risível que prefiram chamar. Ser a noiva não é o motivo pelo qual queremos casar, mas vem de brinde com o pacote " encontrar o amor verdadeiro e querer construir uma família com ele". Sobre amor, falarei mais tarde. Por hora, fiquemos com as noivas eufóricas. Sim, sou uma delas!!!! Ou fui, ou melhor, nunca deixamos de ser.
Após a grande decisão, diversos detalhes têm de ser resolvidos. Então, meses antes do Grande Dia, vestimos um vestido branco com calda, véu e grinalda imaginários e invadimos um novo mundo. Buffets, casas de festas, decorações, bolos, revistas, muitas revistas, expo-noivas, detalhes e mais detalhes. E sem querer, você passa a gostar desse mundo de sonhos, passa a desejar todas as belas possibilidades e, vai precisar de muito auto-controle para não estourar o orçamento.

A escolha do vestido perfeito
Ou a compra do sofá da sala
O destino da Lua de mel

Tudo se funde num prazeroso planejamento da nova vida - a vida que você escolheu, que você levará para sempre e que será iniciada em um momento que será de vocês dois - embora meu marido insista que todos só olham para a noiva - e será um grande momento, mágico, inexplicavelmente belo e que... passa. Mas sua felicidade será tamanha que você não ligará, pois coisas melhores ainda vêm nos dias seguintes e um dia você notará que um ano se passou, se deliciará com seu álbum de fotos e DVDs, sentirá saudades, muitas saudades sim! Mas sabe que aquele momento é tão especial porque é realmente único. Então, deverá ser grata por ter vivido aquilo e... ainda estar vivendo.

Trancoso - pacata e globalizada



Trancoso, sul da Bahia - anteriormente uma cidadezinha isolada e pacata, o charmoso povoado agora recebe turistas de todo o globo sem, no entanto, perder a tranquilidade. Digamos que à calmaria de Trancoso foram adicionados pousadas e restaurantes estilosos, mas as tradicionais casinhas simples e coloridas (que me encantam) continuam lá.
Nos anos 70, a antiga Vila de São João dos Índios, fundada por jesuítas em 1586, foi redescoberta por jovens que buscavam uma vida alternativa. Lá, os moradores do vilarejo, formado por duas fileiras de casinhas com uma praça ao centro, uma Igreja e vista para o mar ao fundo - hoje, a Praça São João, ou melhor, o famoso Quadrado - ainda utilizavam o escambo e muitos até desconheciam a moeda nacional. Até hoje Trancoso é um destino procurado por hippies, mas muitas outras "tribos" já descobriram seus encantos.
Quem vai a Trancoso presencia um mix de culturas, arte, belas praias, restaurantes e a sensação de fazer parte da história brasileira.